October 20, 2014 | 4 min read

i18next para Internacionalização

Eu nunca me importei até que em um belo dia, um cliente teve essa necessidade e foi aí que precisei pensar, pesquisar e aprender sobre internacionalização. Participei de um projeto para a copa do mundo e o conteúdo deveria ser suportado por no mínimo 3 linguas diferentes: o inglês, espanhol e o português. Mas eu nunca tinha feito nada multilinguagem e nesse momento quase bateu o desespero. Acho que a pior dificuldade foi de me expressar, porque até então eu não tinha noção de que o termo internacionalização seria a palavra chave pra isso tudo.

Os primeiros questionamentos que eu me fiz foram:

  1. “Vou ter que fazer 3 sites diferentes?”
  2. “Vou ter mais trabalho que o normal?”
  3. “Como eu vou pesquisar sobre alguma lib que me ajude com isso? Será que existe?”

Antes de ir adiante, vamos ver o significado da coisa segundo o dicionário:

Tornar-se internacional; Espalhar ou difundir por vários países.

Depois de toda essa introdução, finalmente apresento a vocês o maestro da orquestraque pode ser a solução para os seus problemas: O i18next!

Algumas considerações sobre esta lib:$$

  • Seu suporte não é só para JavaScript.
  • Possui integração com o jQuery.
  • Todo seu conteúdo textual é inserido em um JSON.
  • Documentação completa, fácil e direta.
  • Você pode traduzir todo e qualquer texto do seu projeto, seja ele um title, alt, ou de qualquer outro atributo.
  • Você pode detectar a linguagem do usuário e inserir o conteúdo de acordo com seu idioma.
  • Ativar a internacionalização no clique.

Vou descrever os passos para você conseguir chegar neste resultado que será acessível para espanhol, inglês e português.

Como iniciar?

Estrutura Básica

As traduções do conteúdo deverão ser subpastas da pasta locales e precisam conter um arquivo translation.json com o json das traduções. Então para o nosso exemplo a estrutura fica desta forma:

|_locales
|_locales/en-US
|_locales/en-US/translations.json
|_locales/es
|_locales/es/translations.json
|_locales/pt-BR
|_locales/pt-BR/translations.json

Configurações básicas

Para o texto da tradução ser inserido no local desejado você deve utilizar o atributo data-i18n que permite vários valores, passando o objeto com chave e valor. Caso o conteúdo traduzido seja um atributo, seu nome deverá ser inserido dentro de colchetes [] seguido de sua posição no JSON. Algo assim:

  <a href="#" data-i18n="link.general;[title]attr.linkGeneral"></a>

O HTML fica sem nenhum conteúdo textual, pois todo conteúdo será inserido de acordo com a linguagem de forma dinâmica. Seguindo os passos para o HTML, você agora está pronto para o JavaScript, onde é preciso setar algumas configurações de inicialização. Algo como:

  i18n.init({
    fallbackLng: 'en-US'
    ,debug: true
    ,fixLng: true
    ,load: 'current'
  },

  function(translation) {
    $('[data-i18n]').i18n();
    var appName = translation('app.name');
  });

Configuração detalhada

  • fallbackLng: fallback para quando não for definida ou não for localizada a linguagem do usuário.
  • debug: debug da lib, habilitando no console algumas informações que podem ser úteis para desenvolvimento.
  • fixLng: preserva o cookie da linguagem setada pelo usuário para quando o mesmo for acessar novamente.
  • load: faz o request apenas para a linguagem definida.
  • $(‘[data-i18n]’).i18n(): todos os atributos data-i18n recebem a tradução.

Explicando

Por padrão a lib detecta a linguagem do navegador e insere o conteúdo de acordo, caso o idioma detectado não possua tradução, o que for definido em fallbackLng será o conteúdo inserido.

Se o idioma for definido a partir de um clique ou qualquer outra interação você seta uma nova linguagem, preserva o cookie e inicia a tradução:

  $('elemento').on('click', function() {
    i18n.setLng('es', {fixLng: true}, function(translation){
      $('[data-i18n]').i18n();
    });
  });

A lib é realmente bastante simples, não tem muito o que se fazer, seguindo os passos descritos, você consegue deixar seu conteúdo mais acessível e em vários idiomas. Aqui você encontra o repositório com o exemplo que foi mostrado e todo o código comentado.

Referências


Qualquer dúvida, crítica ou sugestão você pode deixar nos comentários ou entrar em contato comigo 🙂

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